
Plenário da Câmara Municipal: Vereador Chiconi, Valdessir Javaroni (Aescon), Vereador Kim, Fábio Beretta Rossi (Sinditec) e o vereador Adelino Leal.
Através de um requerimento protocolado pelo vereador Marco Antônio Alves Jorge, o Kim, e aprovado pela câmara dos vereadores de Americana, foi realizado na noite de 31 de maio, um debate no Plenário sobre os entraves que impossibilitam empresários de se beneficiarem plenamente do Decreto 55.562, de 31 de março de 2010, resultado de muita luta dos empresários do setor têxtil.

Marco Antonio Alves Jorge, o Kim, vereador responsável pelo debate.
O decreto foi assinado pelo governador na época em questão, José Serra, que hoje é candidato à presidência da república e que reduziu a alíquota do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, sobre os produtos do setor têxtil.
Com a presença de autoridades, industriais e contabilistas, o debate aconteceu de forma esclarecedora de que não há muito o que se fazer, mas o setor não desiste e estão acontecendo reuniões com o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo para que ajustes pontuais sejam feitos no referido decreto.
Valdessir Javaroni, presidente da Aescon - Associação dos Escritórios Contábeis de Americana, entidade que faz a contabilidade para 80% da industrias têxteis da região, relatou a preocupação e a insegurança de seus clientes em fazerem a opção pelos 7% e arriscarem não poder aproveitar no mês subsequente um eventual crédito do ICMS, o que se tornaria na verdade mais um custo para o produtor.
Antonio Pilotto, industrial e diretor do SINDITEC, declarou que fez no próprio dia 31 de maio a opção pelos 7%, mas com certa insegurança, pois acredita que se houver uma queda repentina nas vendas, ficará com crédito relativamente alto de ICMS sem poder utilizá-lo futuramente.

O presidente do SINDITEC, Fábio Beretta Rossi participou na bancada do plenário respondendo todas as perguntas no debate e declarou que a preocupação dos empresários é muito grande – “mas espero que todos os empresários mantenham a esperança, pois com os ajustes o nosso setor será fortalecido".
Outra preocupação dos presentes é referente a proibição da utilização do decreto pelas empresas simplesmente inadimplentes com o ICMS e aguardando parcelamento, mas Beretta explicou que isso já ocorre com outros decretos desde 2009 e este lamentavelmente copiou os demais.