sex | 18 de junho de 2021

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Sinditec debate com Abit e Fiesp sobre reajustes e nova Lei do Gás

O Sinditec promoveu uma reunião virtual quarta-feira (05/05) para debater sobre o cenário atual do mercado de gás natural e GLP e as perspectivas com a nova Lei do Gás, sancionada em abril e que ainda depende de regulamentação do governo federal. O reajuste médio de 39% no gás natural, que entrou em vigor dia 1º de maio, e os frequentes aumentos no GLP (72% nos últimos 12 meses) têm impactado os custos das indústrias têxteis, afetando e inviabilizando as atividades principalmente de tinturarias.

O presidente da entidade, Leonardo Sant’Ana, conduziu o encontro com a participação de Fernando Pimentel, presidente da Abit, Rafael Cervone, vice-presidente da Fiesp/Ciesp, Gustavo Borges, gerente do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Haroldo Silva, representando o Sinditêxtil-SP, diretores do Sinditec e empresários.

O gerente de Infraestrutura da Fiesp apresentou um panorama nacional do mercado de gás natural, mas também as implicações das regulamentações estaduais, e o novo marco regulatório do setor de gás. A lei prevê estimular a competitividade e a redução de preços, já que hoje existe um monopólio da Petrobras.

Gustavo Borges disse que a expectativa é ter uma redução no preço do GN com a nova lei, mas vai depender da reação do mercado, do cenário de oferta e demanda. O preço da molécula representa hoje 45% da tarifa do gás, seguido por 24% de impostos (PIS/Cofins/ICMS), 20% são as margens de distribuição (regulamentação estadual) e 11% do transporte. Explicou ainda que as variações no valor do petróleo (Brent – 298,5% em 12 meses) e da taxa de câmbio (dólar) estão interferindo no preço do gás, assim como o IGPM, que teve uma variação de 32% em 12 meses.

O presidente da Abit comentou que participou essa semana de uma reunião com o novo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, em que foram abordados quatro pontos principais: a busca de alternativas para reduzir o impacto do aumento de 39% no GN; estabelecer um canal direto com a Petrobras, considerando que as empresas são suas clientes, ainda que indiretamente por meio das distribuidoras; abrir uma discussão técnica sobre a indexação e precificação dos contratos de gás; e abrir diálogo para acelerar as ações sobre o novo mercado de gás.

“A retomada econômica pós-pandemia não se dará sem as indústrias e o Brasil precisa ser mais competitivo. Hoje a pressão de custo é brutal sobre as empresas. A Petrobras precisa entender a lógica do consumidor final, que são as indústrias”, ressaltou. Pimentel acredita que o mercado de gás natural terá características de maior previsibilidade com a nova lei. “A grande luta é fazer com que a nova lei do gás tenha efetividade e promova mais competitividade. Está sendo discutida a criação de um misto de indexação, que traga a realidade dos preços nacionais para dentro do mercado, compondo um índice que seja menos dependente das variáveis internacionais”.

O presidente do Sinditec considerou que o diálogo aberto com a Petrobras será muito importante para as indústrias. Ele também avalia que com o novo marco regulatório a perspectiva de redução do preço do gás natural será maior, considerando que o mercado do GLP é mais volátil, cabendo somente à Petrobras as decisões sobre reajustes.

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