sáb | 23 de outubro de 2021

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Trabalho pela recuperação da competitividade têxtil paulista

O presidente do Sinditec, Leonardo Sant’Ana, participou de reunião com representantes do setor têxtil e de confecção paulista, o secretário estadual de Projetos, Orçamentos e Gestão, Nelson Luiz Baeta Neves Filho, e a coordenadora da Frente Parlamentar Têxtil e de Confecção Paulista, deputada estadual Carla Morando (PSDB). O objetivo do encontro realizado dia 30 de setembro foi pleitear a volta de ICMS a 12% a partir de 1º de janeiro de 2022.

Desde o ajuste fiscal decretado pelo governo de São Paulo (lei 17.293/20; decreto 65.255/20) que retirou benefícios de ICMS (ou redução de crédito outorgado), o setor têxtil contribuiu para o aumento da arrecadação do governo em patamares até maiores que os verificados em 2019. No entanto, isso custou a perda de competitividade das empresas do Estado e, consequente, a redução da produção e da geração de empregos. A retirada desse benefício, em momento tão desafiador, poderá incentivar ainda mais a saída de empresas para outros estados, dificultar a retomada das empresas e agravar a crise de outras.

“A equipe da Secretaria de Projetos e Orçamentos nos recebeu muito bem, foi sensível ao nosso pleito para retomada do nosso crédito outorgado ou melhoria do percentual para 2022, mas disseram que praticamente é inexistente espaço no orçamento do próximo ano para realização da calibragem que estamos pleiteando. De qualquer forma, nós vamos prosseguir em tratativas com a Secretaria da Fazenda e com a Secretaria do Desenvolvimento para ver o que ainda é possível ser feito para 2022. Seguimos trabalhando no tema e manteremos os associados informados” declarou Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil-SP.

O presidente do Sinditec destacou que as indústrias têxteis do Estado de São Paulo estão perdendo competitividade com a retirada dos benefícios do ICMS.  “São Paulo investiu abaixo de outros Estados na importação de máquinas e equipamentos, observando que não há produção nacional de maquinários. Esse é apenas um dos pontos que mostram que as indústrias de nosso Estado estão sentindo a perda de competitividade em relação aos outros Estados, como Minas Gerais e Santa Catarina, por exemplo, que são nossos maiores concorrentes e oferecem muitos incentivos fiscais para as empresas. O diferencial de preços por causa dos impostos está levando empresas têxteis e de confecções investirem ou até, em alguns casos, mudarem suas plantas para estes Estados. É um problema muito sério que o governo deveria considerar. O orçamento para 2022 ainda não foi votado e estaria em tempo do Estado fazer ajustes e melhorar os índices do crédito outorgado para o setor têxtil e de confecções”, comentou.

O economista-chefe do Sinditêxtil-SP, Haroldo Silva, apresentou vários dados sobre o desempenho ruim do setor e a evidente perda de competitividade, comparado a Estados que se saíram melhor em 2020 e até agora, 2021. Dentre eles, a produção:

– Dados IBGE:  no Brasil, a produção de têxteis, em 12 meses, cresceu 21,2%; em Santa Catarina 26,9%; os têxteis de Minas Gerais outros 26,7% de ganho; enquanto, em São Paulo, a alta foi de 18,7%, depois de ter recuado 15,4%, ao final de 2020.

Também estiveram na reunião Antônio Trombeta, vice-presidente do Sindivestuário-SP; Oswaldo Oliveira, vice-presidente do Sinditêxtil-SP, Gustavo Ley, assessor da Secretaria de Orçamento e Roberto Guimarães, chefe da Gabinete da Secretaria.

** Com informações do Sinditêxtil-SP

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